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Coronavírus: laboratório da UFG desenvolve máscara para profissionais de saúde

Iniciativa do IPE Lab está em fase de validação e visa contribuir no combate ao novo Coronavírus

Texto: Ana Paula Vieira

Fotos: IPE Lab

Em meio à pandemia mundial causada pelo novo Coronavírus (Covid-19), pesquisadores do IPE Lab, um laboratório de ideias, prototipagem e empreendedorismo da UFG, estão desenvolvendo máscaras para serem utilizadas como equipamentos de proteção individual por profissionais de saúde. Diferentes modelos fabricados com materiais como placas de acetato transparentes, a partir de impressoras 3D, estão em fase de validação. 

O professor Luizmar Adriano Júnior, um dos envolvidos na iniciativa, explica que a equipe parte de modelos disponíveis no mercado e faz os desenhos em um software especializado para produção 3D. Em seguida, os equipamentos são fabricados e testados no IPE Lab. Após cerca de uma semana de trabalho, a expectativa é de que a validação dos protótipos ocorra nesta terça-feira (24/3), por parte de especialistas da área da saúde. Somente após essa confirmação, as máscaras vão para a fase de produção. O pesquisador explica que não só o equipamento, mas também todo o processo produtivo precisa ser validado: “A questão principal é garantir que os modelos possam ser recebidos por unidades de saúde. Nossa preocupação é garantir os critérios mínimos de segurança e higiene para quem vai usar”. 

Os modelos em teste no IPE Lab têm diferentes níveis de complexidade e o tempo de produção pode variar de 40 minutos a três horas e meia, conforme explica Luizmar. “Temos 10 impressoras 3D. Se considerarmos o modelo mais sofisticado, que leva três horas e meia para ser produzido, teríamos uma produção de 20 máscaras por dia. Esse número pode subir, mas só saberemos depois da validação pelos profissionais de saúde”, analisou o pesquisador. 

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IPE Lab testa diferentes modelos e aguarda validação de profissionais de saúde

 

Iniciativa

O grupo que trabaha na ideia conta com Luizmar e também com o estudante de Física Daniel Silva Guimarães e com o professor de Arquitetura e Urbanismo da Regional Goiás Pedro Henrique Gonçalves. Segundo Luizmar, a ideia surgiu a partir dos pesquisadores do IPE Lab, acompanhando um movimento nacional: “O pessoal do IPE Lab começou a identificar que muitas das coisas que possam vir a faltar podem ser feitas com as máquinas que temos aqui. Então começamos a pensar, testar e pesquisar”. Após a conclusão dos testes, a universidade deverá proceder com o repasse das máscaras para unidades hospitalares.

O reitor da UFG, Edward Madureira, ressaltou que há um movimento muito interessante de várias áreas da Universidade, colaborando em diferentes frentes no combate à pandemia do novo Coronavírus. “No caso da máscara, a rotina e o protocolo poderão ser replicados para produção em outros espaços da cidade. Temos que pensar que os profissionais da saúde, pessoas essenciais em todo esse processo, vão para a linha de frente e também precisam cuidar da própria saúde. Esse é só um exemplo de várias ações da UFG no enfrentamento à pandemia do Covid-19”, enfatizou o reitor.

Fonte: Reitoria Digital

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