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Reitor Edward Madureira e secretário Ricardo Barbosa de Lima participam da reunião de apresentação do projeto

Mudanças nos acessos à Quadra 62 começam em março

Ações são decorrentes de discussões consolidadas no Plano de Segurança da Universidade Federal de Goiás

Texto e foto: Ana Paula Vieira

A Quadra 62, situada no Câmpus Colemar Natal e Silva, terá novidades em seus acessos a partir do início de março, visando à melhoria da segurança do local. A primeira mudança será a instalação de cancelas para a entrada de automóveis no acesso da Faculdade de Educação (localizada na rua 235) e do Centro de Aulas D.

O projeto, uma ação integrada das Secretarias de Promoção da Segurança e Direitos Humanos (SDH), de Infraestrutura (Seinfra) e de Tecnologia e Informação (Seti), foi apresentado em reunião nessa sexta-feira (7/2), aos diretores das unidades localizadas na Quadra, que compreende a Biblioteca Seccional Campus Colemar Natal e Silva (BSCAN); as Faculdades de Educação (FE), Odonto (FO) e Direito (FD); o Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP); o Centro de Aulas D; o Centro de Empreendedorismo e Incubação (CEI) e a Farmácia Universitária e o Laboratório Rômulo Rocha, ligados à Faculdade de Farmácia. 

Reunião de apresentação do projeto ocorreu na manhã dessa sexta-feira (7/2)
Reunião de apresentação do projeto ocorreu na manhã dessa sexta-feira (7/2)

 

Segundo o secretário de Infraestrutura da UFG, Marco Antônio de Oliveira, as intervenções físicas começam pela instalação das cancelas e, além disso, sete das onze entradas da Quadra serão gradualmente fechadas: na FD, na Biblioteca, na FE, no IPTSP, na FO, na Farmácia Universitária e na entrada próxima ao Bradesco. No início das aulas, em março, a entrada da BSCAN já estará fechada. Os acessos às agências bancárias (Banco do Brasil e Bradesco) serão mantidos, de maneira independente, como já ocorre. O diretor de projetos da Seinfra Leonardo Dimitry e o servidor Matheus Moller apresentaram imagens das plantas da Quadra 62, explicando também outras intervenções previstas em etapas futuras do projeto. 

Com as cancelas, que serão automatizadas, haverá a leitura de placas dos veículos. Os usuários deverão cadastrar até duas placas e solicitar um novo crachá dotado de tecnologia de radiofrequência, que poderá dar acesso às cancelas, por meio da aproximação do dispositivo, e a outros sistemas como fechaduras eletrônicas que já existem em algumas instalações da UFG. O diretor do Centro de Recursos Computacionais (Cercomp/UFG), Igor Rodrigues Vieira, ressalta que as pessoas poderão fazer a solicitação do crachá e o cadastramento das placas por meio do Portal UFGNet, a partir do dia 2 de março, de acordo com escalonamento por unidades. Durante a reunião, o diretor da DTel, Wantuir da Silva, adiantou que equipamentos como câmeras, servidores e acessórios de telecomunicações já foram adquiridos, assim como o sistema que fará a leitura das placas dos veículos. Ele mostrou imagens em tempo real, dos testes realizados na Escola de Agronomia e de Engenharia de Alimentos. 

Após a implantação das cancelas, também será construída uma nova entrada para pedestres pela Praça Universitária, onde atualmente funciona uma copiadora.

Acesso à Universidade

O reitor da UFG, Edward Madureira, destacou que, mesmo com o orçamento apertado, a Universidade conseguiu realizar os investimentos na infraestrutura visando ao aumento da segurança das pessoas. “A ideia não é controlar o acesso. Estamos abertos a quem quiser vir, conhecer e usar os serviços da Universidade. Por outro lado, não podemos expor a comunidade universitária àqueles que vêm com outros objetivos”, explicou o reitor. Segundo ele, a gestão está aberta a futuras adaptações: “A ideia é melhorar. Vamos ajustando ao longo do tempo, com reuniões periódicas para avaliação das mudanças implantadas”, finalizou.   

Conforme o secretário de Promoção da Segurança e Direitos Humanos da UFG, Ricardo Barbosa de Lima, durante a implantação dos novos sistemas, haverá pessoal disponível para apoio. Ele também enfatizou que ninguém será barrado e não haverá restrição de acesso do público. “A lógica é direcionar o acesso da população que procura nossos serviços, informando e orientando melhor essas pessoas, além de melhorarmos a cultura da identificação, por meio do crachá”, afirmou o secretário. 

Os estudantes Antonio Lopes e Lucas Cardoso representaram o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e concluíram que ainda será preciso fazer mais discussões sobre o tema com a comunidade estudantil. “A gente fica feliz que tenham sido tomadas decisões, mas a gente também teme pela restrição de acesso, ainda que de maneira indireta, pois a comunidade precisa estar sempre presente na UFG”, afirmou Antonio. O estudante Lucas Cardoso pontuou: “Percebemos que essa preocupação de manter o caráter público é compartilhada pela Universidade. Vamos fazer outras reuniões para promover mais diálogo sobre o assunto”. O reitor Edward Madureira garantiu que o objetivo é continuar mantendo a Universidade aberta à população e que não haverá restrição de entrada. 

Gestores presentes tiraram dúvidas, fizeram considerações e sugestões sobre as ideias apresentadas. 

Todas essas ações são decorrentes de discussões consolidadas no Plano de Segurança da Universidade Federal de Goiás (2015/2017), que indicou à gestão superior a necessidade de ir além do conceito vigente de “segurança patrimonial” para dotar a Instituição de um sistema de segurança com o foco nas pessoas. Saiba mais sobre a nova concepção: https://reitoriadigital.ufg.br/n/123749-sistema-de-seguranca-da-ufg-passa-por-mudancas

 

 

Fonte: Reitoria Digital UFG

Categorias: notícias