Vice-reitora participa de audiência pública do Plano Diretor de Drenagem Urbana de Goiânia
Apresentação final do documento ocorreu na Câmara de Vereadores de Goiânia nessa terça-feira (9/6)
Texto e fotos: Ana Paula Vieira
A vice-reitora Camila Cardoso Caixeta participou de audiência pública promovida pela Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), em parceria com a UFG, para apresentação final do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU) da capital. O evento na tarde desta terça-feira (9/6), na Câmara Municipal de Goiânia, contou com a presença da vice-prefeita Cláudia Lyra, de parlamentares, servidores públicos e representantes da sociedade civil.
O PDDU é o instrumento que transforma a drenagem urbana de Goiânia em política pública planejada, com diagnóstico técnico, prioridades por bacia hidrográfica e ações para reduzir riscos à população. O projeto é uma iniciativa para planejamento da drenagem urbana de Goiânia para os próximos 30 anos, prevenindo enchentes e alagamentos. Executada por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), a iniciativa foi coordenada pelo professor da Escola de Engenharia Civil e Ambiental Klebber Formiga e contou com aproximadamente 60 pessoas da Universidade entre professores, técnicos-administrativos, estudantes de graduação e de pós, além de colaboradores do Instituto Federal de Goiás (IFG).
Durante a solenidade, o professor Klebber Formiga destacou que esse é o primeiro plano de drenagem de Goiânia. “O Plano é a receita, agora começa o trabalho árduo, que é a sua aplicação”, ressaltou ele.
A vice-reitora Camila Cardoso Caixeta analisou: “A contribuição da UFG demonstra o papel fundamental que uma universidade pública deve exercer: colocar seu conhecimento científico a serviço da sociedade”. Para ela, mais do que identificar problemas, a UFG ajuda Goiânia a construir soluções. “O trabalho coordenado pela Universidade permite compreender as áreas de maior risco, avaliar os impactos da urbanização sobre os cursos d’água e propor intervenções de curto, médio e longo prazo capazes de tornar a cidade mais resiliente e preparada para os desafios das próximas décadas”, disse a gestora.
Planejamento
Os integrantes da mesa diretiva do evento destacaram que o PDDU é uma ferramenta estratégica para o futuro da cidade. A superintendente da Funape, Kamila Santos de Paula Rabelo, disse que esse é um momento significativo: “Representa um marco para o planejamento da cidade e mostra quanto a união do poder público com a universidade pode produzir soluções para desafios complexos”. Ela ainda destacou que atualmente a Funape administra mais de mil projetos e se sente honrada pelo trabalho desenvolvido no PDDU.
O presidente da Agência de Regulação de Goiânia, Hudson Rodrigues Novais, enfatizou que a audiência é um espaço de “transparência, participação social e escuta pública”, garantindo que as manifestação serão incorporadas à análise técnica e regulatória do Plano. O secretário municipal de Infraestrutura Urbana de Goiânia, Francisco Elísio Lacerda, destacou o crescimento da cidade e disse que o documento vai “nortear e dar rumo às atitudes futuras do município”.
Os vereadores Katia Maria e Lucas Kitão também participaram da abertura da audiência. Kátia reafirmou que o Plano realmente precisa ser uma política pública e deve estar conectado com outras políticas como, por exemplo, na promoção da educação ambiental. Lucas Kitão falou sobre sua participação na discussão do Plano e reiterou que “quer ser um defensor do projeto”, sugerindo que ele seja apresentado em diferentes regiões da cidade, para envolver a população no tema.
A vice-prefeita de Goiânia falou sobre a importância do assunto que, segundo ela, tem
interlocução com a “nossa forma de viver em sociedade”. Ela afirmou: “O desafio não é fácil, mas a gente precisa começar. Isso perpassa por uma mudança de comportamento da sociedade. Que esse plano mude o comportamento das pessoas. Esse é um ponto importante”.
Fonte: Reitoria Digital UFG
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