Bom dia Goiás30.01

“É muito significativo”, diz reitora sobre duas mulheres assumirem a gestão da UFG

Actualizado en 30/01/26 16:59 .

Sandramara Matias Chaves foi a entrevistada do telejornal Bom Dia Goiás desta sexta-feira (30/1) 

Texto: Ana Paula Vieira

Foto: Pablo Lisboa

Em entrevista à edição desta sexta-feira (30/1) do Bom Dia Goiás, a professora Sandramara Matias Chaves, que acaba de assumir a Reitoria da UFG ao lado da professora Camila Cardoso Caixeta, destacou o fato histórico de pela primeira vez a Instituição ser gerida por duas mulheres. Ela ainda falou sobre alguns desafios da nova gestão, como orçamento, investimentos e quadro de pessoal e afirmou que ela e a nova equipe têm “muito ânimo e muita energia para fazer frente aos desafios de gerir a Universidade Federal de Goiás, que com certeza continuará crescendo e se tornará uma instituição cada vez mais forte, mais inclusiva e cada vez mais democrática”.

Confira os principais assuntos da entrevista:

Protagonismo feminino
Pela primeira vez na história, a UFG terá duas mulheres nos cargos mais altos da administração da Universidade. Sobre esse assunto, a reitora comentou: “Esse fato é extremamente importante porque duas mulheres chegarem ao cargo maior de uma universidade federal é muito significativo. Nós mulheres enfrentamos diferentes desafios no decorrer da nossa carreira em função dos papéis que nós temos que assumir como mães, donas de casa, profissionais, estudantes e essa trajetória é marcada por inúmeras superações, assim como é a trajetória da maioria das mulheres. Enfrentamos, muitas vezes, preconceitos. Muitas vezes temos que nos reafirmar em diferentes situações que vivemos. Chegar à Reitoria da Universidade e à vice-reitoria expressa que as mulheres podem chegar e assumir qualquer cargo e qualquer posição com competência, com compromisso, como é característico das mulheres”.

Desafios
Sobre a gestão que se inicia, a reitora afirmou que “é um grande desafio”. Ela explicou: "É uma comunidade de mais de 40 mil pessoas. A gente sabe que os desafios são grandes, em relação à manutenção da infraestrutura, em relação ao orçamento para a assistência estudantil, ao orçamento para a Universidade e todas as suas demandas. Estamos assumindo com muita energia e muita convicção de que faremos uma excelente gestão e com certeza trabalharemos para que a Universidade avance ainda mais e se torne uma instituição cada vez mais forte no cenário goiano e no cenário nacional”.

Orçamento
Depois de nota de dezembro de 2025 da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) indicando corte de R$488 milhões em recursos discricionários das Instituições Federais de Ensino Superior, o governo federal anunciou recomposição dos recursos no dia 14 de janeiro, dois dias após o início oficial da gestão da professora Sandramara como reitora. Na entrevista desta sexta-feira (30/1), ela esclareceu que a UFG espera que a recomposição seja do valor que foi cortado e afirmou que “a gente precisa de muito mais”. “É um grande desafio gerir uma universidade do porte da UFG com todas as demandas e necessidades e um passivo que vem se acumulando desde 2014, principalmente no que diz respeito à manutenção de infraestrutura e um fator que é extremamente importante que são os recursos da Assistência Estudantil. Os recursos para a Assistência Estudantil, hoje, não são suficientes para dar conta de promover mecanismos que assegurem a permanência dos estudantes, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social”, alertou a reitora.

Investimentos
Além da recomposição orçamentária, Sandramara frisou que a Universidade precisa de maiores investimentos em todas as áreas, “tanto no ensino de graduação, quanto na pesquisa, na extensão e na assistência estudantil. Nós vamos batalhar para isso em defesa de uma universidade que é pública, uma universidade de qualidade, que faz inclusão e tem um papel extremamente importante no contexto da sociedade goiana, no contexto da sociedade brasileira”.

Pessoal
Quando perguntada sobre o quadro de pessoal da UFG, a reitora salientou o porte da Universidade, que tem mais de 110 cursos de graduação e diferentes cursos de pós-graduação, ensejando a necessidade de aumento do quadro de docentes e do quadro de técnicos-administrativos. “A luta é constante”, disse Sandramara. “É preciso que a gente continue somando forças com as entidades representativas dos diferentes segmentos para que a gente possa fazer demandas junto ao Ministério da Educação, mostrar nossa realidade, levar os dados e apresentar o que nós precisamos, porque a Universidade, para garantir o que ela faz no tripé que a sustenta, que é o ensino, pesquisa e extensão, precisa do quadro para continuar desenvolvendo ainda com mais qualidade as nossas atribuições”, finalizou a reitora.

A posse festiva das novas dirigentes da UFG está marcada para esta sexta-feira (30/1), às 18 horas, no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal. A reitora Sandramara Matias Chaves e a vice-reitora Camila Caixeta lideraram a lista tríplice elaborada em reunião do Conselho Universitário (Consuni) do dia 4 de julho de 2025. Sandramara foi nomeada reitora da UFG por meio de decreto assinado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no dia 19 de novembro no Diário Oficial da União. Em um dos primeiros atos da nova gestão, iniciada em 12 de janeiro, Sandramara nomeou Camila vice-reitora a partir do dia 21 de janeiro. Elas assumem a administração da UFG com o compromisso de realizar uma gestão dialogada, respeitosa, participativa, acolhedora, ética e transparente.

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Durante a entrevista, Sandramara falou sobre alguns desafios da nova gestão,
como orçamento, investimentos e quadro de pessoal

 

 

Fuente: Reitoria Digital

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