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UFG, Funape e Tribunal de Justiça de Goiás se unem no Projeto Raízes Kalungas

Actualizado en 22/01/26 07:53 .

Projeto promove políticas públicas para quilombolas

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Texto e fotos por Letícia Michalczyk

 

Nesta terça-feira (20/1), a reitora Sandramara Matias Chaves assinou o contrato de cooperação entre o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), a Função de Apoio à Pesquisa (Funape) e a UFG para o Projeto Raízes Kalungas – Justiça e Cidadania, que diz respeito ao georreferenciamento de terras devolutas estaduais localizadas no território Kalunga, realizado pelo Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento (Lapig) da Universidade.

A parceria foi oficializada com a assinatura do contrato pelos representantes das instituições envolvidas, dentre eles a reitora da UFG, o presidente do TJGO, Leandro Crispim, a superintendente da Funape, Kamila Rabelo, o coordenador geral do projeto no Lapig, Manoel Ferreira, o juiz Reinaldo Dutra, o secretário de Desenvolvimento Social, Wellington Mattos e a procuradora do estado de Goiás, Fabiana Baptista de Bastos.

Sandramara afirmou que fazer parte do esforço para garantir o direito à terra Kalunga é extremamente importante para a UFG, “nosso propósito é que a universidade continue a serviço da sociedade”. A reitora ressaltou a qualidade do que está sendo desenvolvido: “acredito que o trabalho do Lapig, com o potencial que ele tem hoje, no contexto nacional e internacional, dará um excelente trabalho.”

“O Lapig tem por tradição a elaboração de projetos que envolvem o mapeamento, a gestão territorial, a governança socioambiental não só de Goiás, mas de todas as regiões do nosso cerrado”, explicou Manoel. O coordenador pontuou que o laboratório e a UFG oferecem, para além do conhecimento cartográfico, o entendimento dos desafios das “fragilidades ambientais, não só sociais, dessas populações.”

Kamila agradeceu a oportunidade de participar de projetos como esse que, segundo ela, “contribuem para que de fato se faça justiça” e “mostram o papel de existir da Funape”. Fabiana destacou que a parceria é fundamental para viabilização de que o estado possa com segurança jurídicas para o momento percursos da primeira titulação de terras devolutas de povos quilombolas.

Wellington indicou que a demanda atendida nesse projeto é muito antiga, “muitos direitos e garantias não conseguem ser finalizados pela falta de garantia, vamos levar dignidade e qualidade de vida para essas pessoas”.

Leandro falou sobre a importância do projeto e concluiu: “O projeto Raízes Calunga nasceu exatamente nessa premissa, a de que a justiça e cidadania exigem presença estatal organizada, capaz de transformar diálogos em providências e intenções em medidas estruturantes.”

Reinaldo declarou que essa parceria do TJGO com a UFG para regulamentação de área quilombola é um momento histórico “para minimizar o dano e dar exemplo”. “Temos o dever de minimizar os efeitos deletérios que a escravidão causou”, ponderou “não conseguimos pagar a conta, mas o que está expresso na constituição federal é obrigação do estado entregar.”

 

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