UFG e Ibama assinam TED de recuperação ambiental em áreas degradadas da Universidade
Termo de Execução Descentralizada (TED) prevê ações de recuperação ambiental na UFG
Texto: Letícia Michalczyk
Nesta quarta-feira (7/1), a gestão superior recebeu autoridades para assinatura do Termo de Execução Descentralizada (TED) de ações de recuperação ambiental em áreas degradadas da Universidade Federal de Goiás, mediante cooperação técnica e operacional entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Universidade.
O documento que formaliza o acordo foi assinado pela reitora Angelita Pereira de Lima e pelo superintendente do Ibama, Nelson Galvão. O vice-reitor Jesiel Carvalho e os vereadores Katia Amorim, Fabricio Rosa e Edward Madureira assinaram como testemunhas. Além da assinatura, uma apresentação do projeto foi realizada pela equipe responsável pela proposta técnica de intervenção.
Nelson celebrou a parceria e indicou que a importância da relação com a academia vai além da produção e execução de projetos, mas abrange, também, a universidade em função de fiscalização da efetividade das ações das instituições. “Vamos lutar para conseguir com que os gestores possam dar continuidade político para os projetos técnicos e administrativos”, defendeu.
Meio ambiente em pauta
A deputada Adriana Accorsi marcou presença na reunião para demonstrar apoio, “temos lutado pela preservação ambiental e para combater os crimes contra o meu ambiente, por isso, eu faço questão de colaborar, faço questão de trazer recursos desde o primeiro ano como deputada federal.”
A reitora destacou a parceria como parte de uma articulação da gestão por ações estratégicas adotadas para atualizar, preparar e investir em projetos em prol do meio-ambiente. “Essa ação tem uma conexão com, pelo menos, duas ações estratégicas da UFG nesse momento”, afirmou, “nós estamos com um levantamento atualizadíssimo”.
Angelita reforçou sua afirmação ao citar como exemplos a elaboração e aprovação do Plano Diretor de 2025 e o movimento pela Instituto Nacional do Cerrado, que, hoje, conta com uma comissão em defesa da criação da unidade de pesquisa junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Kátia aproveitou o momento para dizer que a pauta ambiental é urgente e o TED é fundamental para que o movimento continue ativo. Para Fabrício, o projeto é “pequeno, mas grandioso, porque diz do presente, mas muito mais do futuro” de nosso ecossistema.
Edward, que também ex-reitor da UFG, parabenizou a proposta e a movimentação dos envolvidos para fazer com que o projeto se concretizasse. “Não adianta ter vontade de mudar de lá se do lado de cá não tiver a disposição de abrir os caminhos e romper a burocracia, entender o porquê do projeto”, apontou.
Proposta técnica
O TED abrange a restauração de Áreas de Preservação Permanente (APP) às margens do Córrego Samambaia, no Campus Samambaia, à nascente e a trecho de curso d’água no Campus Aparecida de Goiânia; além da reabilitação de áreas degradadas por meio de práticas de restauração ecológica, recomposição de vegetação nativa, estabilização ambiental e proteção de recursos hídricos.
Dentre os profissionais UFG responsável pela proposta técnica de intervenção, estavam presentes a vice-diretora da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT/UFG) do Campus Aparecida, Gradisca Werneck, a vice-diretora do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa/UFG), Ana Paula de Oliveira, ao lado do professor adjunto do Iesa Rodrigo Jesus e da arquiteta Lívia Maria Moreira.
O vice-reitor expressou satisfação por acompanhar o projeto e parabenizou a equipe. Segundo Jesiel, “é uma conexão importante e nós ficamos muito satisfeitos de receber esse projeto de construção com a convicção de que é só um começo.” Gradisca concordou e acrescentou que iniciativas como essas “tem que ser exemplo de que desenvolvimento e tecnologia não são sinônimos de devastação”.
Parte da equipe do Ibama integrou as apresentações de planejamentos e dados do projeto ao lado dos representantes da UFG. Leo Caetano, o próximo superintendente do Ibama, afirmou que acompanhou os estudos e as negociações de perto e disse esperar que o trabalho “continue firme e forte e funcione bem no futuro.”
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